quinta-feira, 15 de junho de 2017

Doce contemplação

Corre nas veias a vida, o que quebra a inércia.

Nos traços de uma pintura, as interrogações do artista que só quer amar.

Infinitas combinações de cores aleatórias surgem no vazio.

No atalho mais curto, desenha a noite.

Mas ele reza para que a manhã logo chegue. 

Espaços ficam por entre as tintas, logo ele tira a venda dos olhos.

Fica frente a frente com sua mais bela criação.

Ali estão as lágrimas que secaram e os risos prometidos.

O presente que engole permanentemente o futuro então cessa solenemente.

Era necessária essa doce contemplação.

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