sábado, 27 de maio de 2017

Fantasmas

Criamos e alimentamos fantasmas.

Eles são tudo que não podem ser.

Eles nos engolem, mas nunca nos digerem.

Porque nunca podemos esperar pela realidade.

Trocamos o conforto da espera pela angústia urgente e sufocante da antecipação.

Aqui, os fantasmas, lençóis brancos pendurados em cabides.

Nossos motivos ocultos os fazem crescer, e crescer.

Sentimos as dores em todos os lugares em que eles não estão.

Que morram à míngua, então!

Da mente surgem os nossos males.

Na mente estão as nossas curas.

4 comentários:

CÉU disse...

Tudo se congemina e elimina na mente.

Beijos e bom domingo!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Céu!

Beijos!

Lia Noronha disse...

Bruno: a mente tem o poder de fazer tudo de bom e de mal que a permitirmos .
Seus versos são mesmo carregados de boas energias...adorei!
Um abraço carinhosos meu.

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Lia! Volte sempre!

Abraços.