sexta-feira, 5 de maio de 2017

Cinzas levadas pelo vento

O giro cada vez mais rápido vai levando tudo pelo caminho.

Há sempre mais para explorar, e mais, e mais.

Podemos inventar mais algumas horas, jogar segundos preciosos no esgoto.

Tudo se revela, nada se releva.

Qual a próxima fila na qual tenho de entrar?

Eu nunca sei para que isso serve, afinal.

As verdades e as vontades estão em constante desencontro.

Será que eu quero querer o que você quer que eu queira?

Somos cinzas levadas pelo vento, então por que insistimos em ter forma?

Tenho meu lugar de camarote, posso me ver sem pagar ingresso.

Mas ainda estou tão entediado, amando apenas palavras e recusando ordens que não fazem sentido.

É exaustivo prosseguir e nada saber, a perfeição soa tão hipócrita e sem valor. 

Nos caminhos do espírito, vou deixando migalhas...

4 comentários:

Helena G.S.R disse...

Dificilmente, sabemos aonde vamos parar...
Estamos mesmo à deriva.

Beijo grande!
Blog: *** Caos ***

Bruno Mello Souza disse...

Verdade, Helena...

Muitíssimo obrigado pela participação, é sempre bom te receber por aqui.

Beijão!

Lia Noronha disse...

Bruno: essa grande encruzilhada...talvez seja o nosso desafio diário.De escolher ou deixar na mão do outro a escolha.Mas enquanto houver uma porta de saída...há esperança!
Estou fazendo um tour por aqui...e deleitando-me.
Boa noite Dominical pra ti.

Bruno Mello Souza disse...

Que bom que estás gostando, Lia!

Abraços!