domingo, 9 de abril de 2017

No fundo do copo

Em suas mãos, tudo que você esmaga.

Qual foi o erro que cometemos?

Há muitas saídas, onde estão os caminhos?

Tudo muda de aspecto, estamos envelhecendo aqui.

O desajuste pode ser uma dádiva.

Os gestos e gritos foram robotizados, eu tenho carne, tenho sangue.

Você faz o mais fácil só porque parece mais difícil.

As palavras se chocam e estouram como bolhas de sabão.

Sobraram motivos para rir, enquanto lá fora todos estão carrancudos.

As banalidades são as coisas mais importantes, você consegue perceber?

No fundo do copo estão as verdades mais densas que eles costumam jogar pelo ralo da pia.

E é assim que as horas, os dias, os meses, os anos e as vidas vão passando...  

2 comentários:

Helena G.S.R disse...

Passam e não nos damos conta.
E de repente... já foi!

Beijo!
Blog: *** Caos ***

Bruno Mello Souza disse...

Verdade, Helena!

Beijo!