quinta-feira, 27 de abril de 2017

Espelho que não se quebra

O medo não é argumento.

Por entre as palavras eles escondem a verdade.

No desafio à mente, a fuga.

Queremos o direito de não ser apenas iguais, miseráveis nadando na mediocridade.

Não sobrou nada por entre os dedos, mãos livres e sujas apontam para o lado errado.

Eles se repetem, eles não refletem. 

Se nas profundezas há alguma justiça, a superfície é fétida.

Há um mundo se rompendo em pedaços, os meios se desconectaram dos fins.

Nada mais serve como desculpa.

A negação é espelho que não se quebra, refletindo a fábula que eles inventaram para nos enganar.

A tragicomédia passa diante dos nossos olhos incrédulos.

Eles não têm mais nada a dizer, então por que ainda estamos de ouvidos tão atentos?

Todos os remorsos se afogaram no vazio dos ecos daquilo que não foi gritado.

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