quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cubo mágico

Nos acordes conhecidos, a sensação que se resgata.

Aflora-se um mesmo começo, e que o fim seja o mesmo.

Muitos espaços em branco, está criado o enigma.

Até os acertos estão errados, não sobrou nenhuma saída.

A paz é uma janela, a inquietude é permanente.

Muda-se tudo para permanecer no mesmo lugar.

Sempre há algum desajuste, somos tão incompletos e tolos.

A plenitude talvez seja uma quimera, a vida é um cubo mágico.

Somos o acaso, algo que tem sentido em si mesmo.

E talvez só tenha sentido em si mesmo, mesmo.

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