domingo, 26 de março de 2017

Lembretes na pele

Numa lágrima, rio que corre pelos poros, eu me diluo.  

O vento que bate no meu rosto parece me acusar, mas ele só faz uma promessa.

Os lugares pelos quais caminhamos, todos continuam tão bonitos.

De alguma forma, ainda estamos presentes em cada um deles.

Eu me preencho, eu choro, eu sorrio, eu sou um doce sentimento.

Nem tudo é claro, nem tudo é certo.

Seria tão melhor se assim fosse.

Mas cada passo vale a pena, tenha certeza.

Os cortes viram cicatrizes, as cicatrizes viram lembretes na pele.

Em minhas mãos, a transformação contínua de dor em deleite, e de deleite em dor.

Não há como saber o verdadeiro sabor de um sem ter experimentado o outro.

Numa vida que vem, numa vida que se vai, somos um milagre permanente.

Encontramos então a paz no exato momento em que deixamos de procurá-la.

E quando sabemos que não temos mais tempo a perder, passamos a ter todo o tempo do mundo.

4 comentários:

Jonatas Rubens Tavares disse...

Olá Bruno

A vida é uma breve construção, misto de dor e prazer. Além de tentar voltar a lugares onde queremos - ou parecemos - estar, o ato de recordar é buscar tudo isso e todo o mais compreender e, na grande maioria das vezes, nada elucidar.

Esse "lembretes na pele" dão o que pensar - e recordar

A mim parece que os teus dilemas cotidianos ficariam muito bem se compilados em um livro

Abraços

Bruno Mello Souza disse...

Bom dia, Jonatas!

Quem sabe um dia tenhamos o livro do DC? Nada é impossível!

Muito obrigado pelas palavras e pela visita.

Um abraço!

Martha Pires disse...

Eu me preencho, eu choro, eu sorrio, eu sou um doce sentimento.
Mas cada passo vale a pena, tenha certeza.

Sim, realmente VALE!

Bruno Mello Souza disse...

De fato, Martha!

Obrigado pela visita!

Beijos.