sábado, 25 de fevereiro de 2017

Vagando em meu refúgio

As imagens distorcidas apresentam um rosto qualquer.

E os chiados me dizem alguma coisa que me confunde. 

É apenas a estática, como se a vida fosse exatamente assim.

Há umas oito horas são sete horas da noite.

Eu despejo todo o açúcar na xícara e estrago minha bebida.

Já vi o mundo acabar um bocado de vezes.

E não me surpreendo com as bolas de fogo e os destroços do lado de fora da janela.

Fico impassível aqui dentro, vagando em meu refúgio.

Restou alguma coisa diferente a fazer?

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