quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Nenhuma dívida

Imóvel, ela permaneceu.

Todas as crenças se desmantelaram num segundo.

A alma tem tantos túneis escuros, ela fez questão de se perder.

Os velhos clichês revelaram seu caráter farsesco.

Aplausos vazios e irrefletidos servem para intimidar, ela está com os olhos secos.

As inconveniências do que se joga fora são libertadoras.

Tão iguais não aceitam o diferente, ela voa e sorri indiferente.

Sustos e corações saltando pela boca são sintomas de uma doença alheia.

Raivosos estão babando ao vê-la dançar livre, ela não tem nenhuma dívida.

Não, ela não tem nenhuma dúvida.   

A morte das ideias não é um compromisso vitalício.

Não, ela não tem nenhuma dívida.

É todo o tesouro que sobrou.

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