sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Flores sobre as carcaças

Todos os túneis foram fechados, ele não tem mais como sair de suas ideias limitadas.

A realidade deformada encaixa-se perfeitamente em espaços que nunca estiveram vazios.

Estão todos surdos, apenas ouvindo seus próprios ecos.

Não existe qualquer ponto a ser provado, ele é uma invenção que não se compreende.

Rouba dos fracos para dar para os fortes, em fetiches que deslocam a percepção do certo e do errado.

Estão todos cegos, apenas enxergando aquilo que querem.

Almas despertam incessantemente, ele se mantém em seu coma indefinido.

Joga flores sobre as carcaças, mas isso não perfuma o ambiente e não disfarça os horrores.

Aceitar seus próprios erros é para os nobres de espírito, mas a nobreza agora é tão demodê...

2 comentários:

CÉU disse...

Parece um recadinho, Bruno! Poucos reconhecem seus erros, seus cambalachos.

Beijos e bom final de semana + carnaval, caso aprecies.

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Céu!

Beijos e bom carnaval.