quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A presença do impossível

Tão rapidamente a estrela cadente atravessa o meu céu.

Nem sempre dá tempo de fazer um pedido.

Havia um sonho escondido nas cenas criadas por uma criança.

Vêm à tona as lembranças de uma primavera que nunca terminou em você, bonita flor.

Uma silenciosa pronúncia pode ser o fim de tudo, o começo em um paraíso.

Sou capaz de me afogar em uma onda que faço questão de beber, com todo o seu doce sal.

Esquecendo quem eu sou, sou o rei do mundo que criei.

Há mais joias e tesouros diante de meus olhos hipnotizados pelo brilho.

Em uma carta de língua exótica, eu já sabia qual era o significado, por ninguém antes traduzido.

No mapa dos anseios mais sagrados, eu já conheço todos os caminhos sem jamais tê-los visto.

As figuras se completam, formando algo novo e ainda mais belo.

O sol é alívio que sempre pode passar do ponto e fazer arder o solo.

É a presença do impossível me faz nascer e morrer todos os dias. 

2 comentários:

Arthur Claro disse...

Muito bom estes versos.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, Arthur!

Abraços;