terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Reféns das contingências

Bobagens são farelos sobre a mesa.

Tudo está feito, ninguém pode voltar no tempo.

Já foi tão fácil prever o movimento que estava por vir.

Agora estamos totalmente desarmados e desprevenidos.

O que seremos obrigados a querer amanhã?

Tudo que acelera assusta, tudo que se retarda cansa.

Se reina a ordem da impermanência, porque permanecemos errando?

Entre os labirintos das minhas palavras, você poderá encontrar sua resposta.

Ficamos reféns das contingências, e talvez essa fosse a melhor alternativa que tínhamos em mãos.

Eles podem mandar o sonhador não sonhar, mas não conseguirão fazê-lo deixar de sonhar.

Querer é a coisa mais fácil e mais complexa do mundo.

Nestes muros não há consequências, não há consciências.

O encanto é mero acaso, e a incerteza mutante corrói o estômago.

Não existe fuga, e nossas almas são ruas sem saída.

Quando as tentamos romper, invariavelmente nos tornamos sucata...

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