quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Palavras, labirintos

Não há espaço nesse lugar, não dá para respirar.

Pesos diferentes não se equilibram na balança.

As palavras são labirintos confusos, para onde elas nos levarão?

Por detrás da fumaça está o fim ou uma nova vida?

Só sobrou a vaidade, porque nada mais tem importância alguma.

No pedestal, cheiros e lembranças descartáveis.

Tudo que um dia foi real agora é indício de uma insanidade que nos recusamos a aceitar.

Não há mais motivos para renegar a dor, o que um dia fomos nessa estrada tortuosa.

Pequenos acontecimentos um dia esmagaram a alma, seu tamanho real só pode provocar risos.

O controle outrora almejado transformou-se na tolice dos verdadeiros prisioneiros.

Só então nos entendemos, e fazemos do nosso restrito espaço todo o espaço do mundo.

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