sábado, 21 de janeiro de 2017

Palavras ausentes

As palavras estão ausentes.

Tamanho é o silêncio, que me pergunto se ainda existo.

Todos os caminhos parecem induzir ao erro.

Então tudo que vivo parece completamente aleatório.

Passo dias e noites esperando, sem provas de que estou aqui.

Pegue minha mão, cure minha cegueira.

Tantas incertezas consomem qualquer espírito.

Meus gritos, tão cheios de toda vida, amor e angústia das minhas entranhas, se desmancham com o vento.

Os rostos mudam, eu permaneço igual diante da minha solidão, leal companheira.

Estou cansado das novidades que há tanto tempo já conheço.

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