segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Nos vãos da calçada

Você está brilhando diante dos meus olhos.

Posso me banhar na sua luz?

Mergulhei num mar de palavras, quase me perdi.

Mas como se fosse uma criança, eu brinquei.

É tão real o abraço que não sinto.

Nos vãos da calçada, pequenos precipícios me engolem.

Estou sempre próximo do fim, mas nunca acabo.

Não existe nada entre o cedo e o tarde demais.

Você pode até rir ou achar tolice, lá fora todos acham o mesmo.

Talvez sejamos um amontoado de coisas completamente aleatórias.

E talvez não haja motivos para procurar algum sentido.

Apenas sei que estou no lugar certo,

Você esperou a hora de chorar, mas ela não chegou jamais.

Cada um tem seu papel, posso ter perdido meu roteiro.

Mas nada disso faz mais diferença.

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