domingo, 22 de janeiro de 2017

Me diluindo na multidão

Milhares e milhares de anos se passaram, os pratos ainda estão na mesa.

Foi possível ir para bem longe e vasculhar a minha alma.

Errar sempre foi tão fácil, em meu mergulho eu me congelo e me queimo.

E tudo faz sentido na total falta de sentido.

Somos tão solidários quando você me deixa desperdiçar o seu tempo enquanto você desperdiça o meu.

Eu evaporo e voo sem direção, ao sabor do vento.

Steven Patrick já dizia que não há esperança ou dano.

Finalmente consigo entender e sentir aquilo que a mim foi destinado.

Nada é único, não existem mais regras ou certezas.

Não sei mais diferenciar as lembranças reais daquilo que nunca aconteceu.

Todos os lugares e corpos são banais, estou tão nauseado aqui. 
  
Será que deixei algum rastro por onde andei ou simplesmente fui apagado?

Eu preciso me certificar, porque sempre estou em dúvida.

Há um ímã me atraindo, há um ímã me destruindo dia após dia.

Mas no fim da vida ou do mundo, nada tem importância nesse mar de coisas tolas.

Estou me diluindo na multidão, até não ser mais eu mesmo.

Estou me diluindo na multidão, será que algum dia deixei de estar assim?

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