sábado, 28 de janeiro de 2017

Bombeando um coração de plástico

O suspiro é falso, ainda não chegou a cena final.

Seus olhos brilham, as pessoas amam tudo que não podem ter.

Veja bem, eu nem sequer sei de quem você tanto fala.

Tente me cortar com uma faca de plástico, isso parece divertido.

Facilidades se desvalorizam, pois todos estão à procura de um pouco de cretinice.

E o certo tornou-se tão sem graça!

Então eu prometo ser o pior de mim mesmo, só para agradá-la.

Seus fluidos estão protegidos, não podem se espalhar.

Você ainda pode fingir que tem alguma importância, você ainda pode fingir que se importa.

Eu já não me preocupo com esse tipo de questão.

Tanta beleza reunida não poderia ter me deixado mais comovido.

Sou capaz de terminar qualquer coisa que você tenha deixado pela metade.

Dores de cabeça e visitas ao Papa são frequentes, eu sei.

Então preencho todas as horas que sobraram, é um trabalho tão automático.

Não tenho medo de perder as migalhas, com seus fungos e bolores.

Você está feliz com tudo que não possui, ainda há um espírito infantil nisso.

E você aprendeu rapidamente como ser exatamente igual a todos os outros.

Desculpe, eu não tive tempo de perceber o contrário.

E o que passou já foi mais do que suficiente, acredite.

Continue enchendo o seu vazio com mais vazio.

Continue bombeando um coração de plástico.

E finja bem seu contentamento com o que sobrar no chão. 

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