terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O amor certo é o amor que posso ter

Os dias de euforia se foram pela janela.

Agora não tenho mais novidade alguma para contar.

O mundo construído para proteger meus sentimentos desmoronou.

Precisei me libertar de tudo que me machucava.

Algumas belezas nunca se revelaram, ainda que eu as tenha buscado.

Choveu e fez sol, mas o passado não pode se fazer presente.

O amor certo é o amor que posso ter.

Tanta amargura me consumiu à toa.

Desamarrei minhas mãos e pernas das ilusões, das desilusões e dos apegos tolos.

Já não há mais buquê de flores para jogar na lata do lixo.

Aceito minha paz e até essa certa apatia.

Uma tela em branco pode ter mais valor do que uma pintura sem alma.

Porque no fim, só existem as coisas que se completam.

2 comentários:

Helena G.S.R disse...

Certo ou errado... mas que seja amor!

Beijos!
Blog: *** Caos ***

Bruno Mello Souza disse...

Sempre, Helena!

Beijos.