terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Doce monotonia

O silêncio corta nossas peles lentamente, arde e deleita. 

Somos totalmente honestos com o que a vida nos trouxe, até mais do que deveríamos.

Naquilo que não dizemos está tudo que precisamos saber.

O passado não é mais um lamento, tornou-se a base daquilo que nos tornamos.

Minha verdade está em tudo que sonho, em tudo que imagino, em tudo que quero.

Entre as paredes, toda a honra e todo desprezo que nos torna uma riqueza que não se pode entender.

Na janela, a fresta reserva a esperança do amor e da luxúria numa embriaguez que permanecerá.

E a vida segue em sua doce monotonia, guardando a melhor das explosões para depois.

Até que chegue o estranho e esperado dia em que não precise mais haver depois.  

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