sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Risos prometidos

Quando tudo se esvaziou, você trouxe seu lamento para meu mundo.

O que nunca se quebraria acabou se quebrando em suas mãos.

Sem ter o que consertar, minimizei danos e acolhi o que era possível.

Enfeitei os dias com todos os adornos que eu encontrei.

A beleza da paisagem ficou cristalizada em minha retina.

Mas a realidade precisava estar coordenada com os fatos.

Necessidades sempre passam, e nunca sabemos se o que resta depois dela é suficiente.

Entre tantas combinações oferecidas, temos que apostar em apenas uma, diferente daquilo que um dia foi sonhado.

Amores são folhas que ressecam e se desbotam no chão.

Mas cada estação tem sua beleza peculiar, basta saber onde encontrar.

Eu estou navegando atrás de um lugar que me faça sentir vivo.

Nesse círculo, ainda poderei voltar ao ponto anterior e escrever um novo final.

Basta que os deuses soprem meu barco na direção certa.

Os risos prometidos estão guardados em um lugar seguro dentro da minha alma.   

4 comentários:

CÉU disse...

Que texto lindo, aconchegante e esperançoso! Que assim seja, querido Bruno!

Se te for possível, passa por meu blog, ainda hoje. Depois, entenderás o motivo do meu pedido. Mto obrigada!

Beijos e bom final de semana.

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado, Céu!

Vou passar no teu blog, sim!

Beijos e bom fim de semana pra ti também.

CÉU disse...

Mto agradeço tua visita e sinceros votos, Bruno!

Gostaste do mais recente poema meu, de nome: "SIM"? Te ponho esta questão, pke não disseste nada, lá no blog, e tu costumas comentar, sempre.

Beijos e bom domingo

Bruno Mello Souza disse...

O texto ficou magnífico, Céu. Muito intenso e bem escrito.

Beijos e bom domingo pra ti também.