quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Destino risonho

Olhares para um lado e para outro, até que num centésimo os cruzamos.

Já é suficiente para saber aquilo que queremos. 

Na estrada, a ansiedade pelo encontro.

Uma nova vida começa para terminar no mesmo lugar.

Use seu possessivo, faça-me balançar na sua dança.

Eu me deixo ser refém de mais uma ilusão, do acerto prometido que vai dar sentido a tudo.

Mas nada é tão certo assim, nunca é.

O destino risonho estava apenas debochando outra vez.

Um passatempo fugaz deixou marcas profundas, apenas tolices escritas na areia.

Vida há de sobra, até que se acabe.

Então me ame e me esqueça, ficarei olhando pela janela.

Porque é pequeno demais permanecer cristalizado em tempos que já viraram fumaça... 

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