sábado, 17 de setembro de 2016

Deixar doer

É difícil sentir um incômodo tão profundo quando antigas verdades se esfarelam.

Abraçar a razão que contraria a emoção pode arranhar a alma, mas isso jamais foi vergonha. 

Nem sempre a melhor defesa é o ataque, olhar firmemente para o espelho pode ser uma boa forma de recomeçar.

Mentiras não se tornam verdade simplesmente porque se quer.

Furar os tímpanos não impedirá a canção de continuar tocando.

Sob a máscara do amor, uma careta de ódio e rancor move uma força destruidora.

Todo desapego que dói abre um novo caminho, um novo horizonte.

Não há mais motivos para engano e negação, após o inverno vem mais uma primavera.

Com essa certeza no coração, continuo andando, mesmo que a solidão seja minha companheira de todas as noites.

O que não é real não merece tomar o tempo, precioso demais.

A sorte não precisa abandonar ninguém que se deixa viver, errar e querer.

A exaustão pode adquirir sentido quando se ganha um sorriso sincero na chegada.

Deixar doer sem desejar que o que não é seja é uma boa forma de se estar em paz.

É no agora que piso, e me deixo sangrar, e me deixo embriagar por tudo que faz a existência valer a pena.  

4 comentários:

CÉU disse...

Tudo está em permanente mutação.
Há pessoas, que conseguem conviver mto bem com suas dores, espirituais, sobretudo e com a solidão, mas a verdade deve estar em cada ato nosso e do outro.

Boa semana, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Céu!

Helena G.S.R disse...

Crises, obstáculos, desafios...
Nunca podemos nos tornarmos vítimas dos nossos problemas, pois, apesar dos pesares vale a pena viver.

Beijão!
Blog: *** Caos ***

Bruno Mello Souza disse...

Com certeza, Helena!

Beijão pra ti.