quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Baile de máscaras

Entre seus dedos, não sobrou mais nada.

Baixar a cabeça seria um erro crasso, a resistência é o norte.

Rostos se desfiguram em nome de mentiras e hipocrisias convenientes.

Quando a mesquinhez se evapora, ecoa o grito de desespero.

Verdades novas enfeitam velhas e conhecidas páginas.

Pensar e ser em plenitude, eis a missão maior de cada um de nossos dias.

Virtudes pulsam nos rostos, eles jamais serão esquecidos.

Na pintura de um quadro maldito, surge tudo o que foi sonegado, aquilo que jamais foi desejado.

Recomeços exigem a leitura clara sobre tudo que se passou, sobre tudo que arde e tudo que alivia.

A benevolência forçada e nada divina torna-se doença que nos extermina lenta e dolorosamente.

No baile de máscaras, ainda conseguimos saber quem é quem.

Os olhos vermelhos ainda têm muito a lhe dizer, sobre tudo que já viram.

Sob a mordaça, a voz inquietante persiste, arranhando a consciência.

Precisamos saber onde vamos chegar, precisamos ter claro aquilo que sonhamos.

Nessa solidão infindável, você se pergunta quem já ouviu isso, e quem poderá ouvir algum dia.

Respiro com leveza, colocando as coisas nos seus lugares, deixando para trás o horror e a confusão.

Você ainda tem tempo para refletir e aprender a amar os caminhos tortuosos da existência.

Basta deixar-se ser tudo que se é, que se foi, e que se quer ser.

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