domingo, 21 de agosto de 2016

Afago dos céus

Mais um tanto de chão fica para trás, em uma caminhada que nunca termina.

Os sonhos não se acabam nunca, mesmo que o cansaço abata.

O que fizemos nos dá esperança, mas o que ainda poderíamos ter feito nos frustra.

Quão perto do sol eu ainda posso chegar?

Algumas sensações sobre o mundo não podem ser explicadas e nem entendidas.

O chão no qual eu caio é o mesmo em que eu posso continuar andando para frente.

É o mesmo no qual eu tanto caminhei e sorri.

Viver, afinal, é oscilar entre paraísos e infernos astrais.

Simplesmente permaneço, e às vezes permanecer é tudo o que temos a fazer.

As coisas voltam a seus lugares, e as angústias se tornam lembranças.

Tolices fugazes podem tornar os dias um pouco mais bonitos, mesmo quando chove.

Mantenho a cabeça no lugar, e fico confortável dentro de uma fronteira imaginária.

Há valores muito mais importantes no horizonte, valores que não pretendo perder ou abandonar.

Um afago vindo dos céus pode ser muito mais real do que parece ser.

E a mim confortaria muito se eu não me sentisse apenas mais um estranho que não sabe como chegou onde chegou.

2 comentários:

Helena G.S.R disse...

É... é essa a efemeridade da vida.
Tudo acaba virando lembrança.
Algumas amargas, já outras, nem tanto.

Beijão!
Blog: *** Caos ***

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Helena!

Muito obrigado pela visita.

Beijão pra ti.