sábado, 23 de julho de 2016

Já são velhos os tempos...

Já são velhos os tempos em que tudo era mais simples.

Já são velhos os tempos em que não precisávamos nos preocupar a cada esquina.

Já são velhos os tempos em que nos sentíamos especiais.

Já são velhos os tempos em que não era necessário pedir desculpas o tempo todo.

Já são velhos os tempos em que nossa união nos fortalecia.

Já são velhos os tempos em que uma melodia nos emocionava.

Já são velhos os tempos em que o amor declarado pulsava alegremente.

Já são velhos os tempos em que tínhamos cuidado, carinho e atenção.

Já são velhos os tempos em que podíamos ser nossas próprias verdades, sem pudores.

Já são velhos os tempos em que as ilusões nos distraíam e aliviavam a dor.

Já são velhos os tempos em que não sentíamos vergonha de sentir.

Já são velhos os tempos em que a vida era um retrato de sorrisos, cores e adorações.

Já são velhos os tempos em que tudo era mais leve, sem a necessidade de armas e armaduras.   

2 comentários:

Vanessa Dias disse...

A vergonha de sentir é o que mais mata, na minha opinião..


http://l-desconhecido.blogspot.com.br/2016/07/a-carta-para-ela_23.html

A carta (parte 4)!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Vanessa!