domingo, 26 de junho de 2016

Loucura lucidamente escolhida

As ruas chamam pelo meu nome.

Mentiras estão coladas no chão, e eu posso pisá-las quando bem entender.

No fim todos perdem o jogo, então eu aproveito o quanto posso.

Já não é possível me enxergar, posso ser um vulto e deixar qualquer marca.

Estou me divertindo, mas não pense que sou igual ao que passou por aqui antes.

Essa seria uma desonra que eu não seria capaz de suportar.

Todos estão nus de suas hipocrisias, ruborizados e escondendo suas vergonhas.

Não faço esforço algum para não cair na gargalhada.

Não preciso nem sequer pedir desculpas porque sei quem eu sou.

Apenas os tolos se levam a sério, e na minha mais perfeita lucidez escolhi esta loucura.

Agora eu posso sentir tudo em um grau muito mais elevado.

E não sinto qualquer culpa ou arrependimento por causa disso.

2 comentários:

CÉU disse...

Há loucuras k valem a pena e em consciência, ainda mais. Adorei, como sempre. Voce é um escritor mto versátil.

Beijinho, Bruno...

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado, Céu!

Beijo.