quinta-feira, 12 de maio de 2016

Não sobrou nada

Não quero lhe dizer nada, e não vou mesmo dizer.

Não fique esperando por mais um canto monótono para amenizar suas próprias palavras.

Sou apenas uma recusa, não preciso ser entendido.

O que você pensa ou quer já não me interessa.

Aprendi o suficiente para saber quais são minhas necessidades.

O tempo me tornou mais forte e imune às tempestades da vida.

Não abro mão do meu caminho, não há rancor que me pare.

Posso me divertir o suficiente enquanto você expõe seu amargo desdém.

Sei bem o que me pertence e o que sou, nem tenho mais sangue para você beber.

Talvez lhe doa o atrito, e talvez lhe machuquem as coisas que você não sabe aceitar.

Mas não tenho culpa por manter minha mente alerta e sem medo do que possam dizer.

Estou rindo, porque não sobrou nada.

E assim me vou, com o coração leve por sempre ter sido quem eu quis ser.  

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