segunda-feira, 4 de abril de 2016

Verdade na mesa

Um sopro de vento queima minha pele e minhas entranhas.

Foi apenas um equívoco seu destruindo todas as coisas ao seu redor.

E quando você pensou que eu não me importava, eu não me importava mesmo.

Estou atento, lhe ofereço uma vergonha que não me pertence.

Mas não vou me desculpar pelo que eu nunca fiz.

O que você fez já foi o bastante, o que você fantasiou já foi o suficiente.

Eu não joguei esse jogo inventado pela sua mente.

Você deveria saber que minhas palavras jamais foram propriedade sua.

Porque eu tinha coisas mais importantes para me preocupar.

Acredite, eu mal me lembrava da sua existência.

Acredite, eu não precisei mudar nada para lhe dizer isso agora.

Essa é toda a verdade que eu sirvo em sua mesa.

Mastigue e engula se tiver condições.

Nenhum comentário: