quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Verdade em nossa embriaguez

Velas acesas, uma música antiga tocando ao fundo.

Não sei o que esperar, não sei quanto tempo esperar.

Você diz que pode me ver, e ri.

Fico catando algum significado perdido no meio de tantas palavras jogadas ao vento.

As janelas estão fechadas, e talvez essa seja minha sorte.

Não peça desculpas por me dizer o que vê.

Há muita verdade em nossa embriaguez.

E você sabe melhor do que ninguém que a lucidez é mentirosa.

Então dançamos e fazemos de conta que nos conhecemos.

Ao fim, os lençois me protegem do frio enquanto lhe sinto.

A noite se foi, o sono não veio.

A manhã passou num segundo, e daqui a pouco vai entardecer.

Preciso ir embora antes que me esqueça de quem eu sou,

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