quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Velha noite árida

Havia uma promessa esquecida sob a terra.

Agora você não tem nada para me dizer.

Nós fugimos direto para lugar nenhum.

Porque sempre haverá alguém para dizer o que é bom.

Sempre haverá alguém para dizer o que devemos querer.

Velhas profecias viram ficção coberta de pó.

Tento entender por que ainda tentei permanecer em vão.

Todo anseio se esvazia entre meus dedos.

É impossível chegar ao fim sem começar.

E com o vento no rosto minha velha noite árida se repete.

2 comentários:

CÉU disse...

Todo novo, tudo velho.

Beijos e bom fim de semana, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pela visita, Céu!

Beijos e bom fim de semana.