terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Um pouco louco

Não há como adiantar o relógio, não há como se enganar.

É tão bonito esse modo de me dilacerar, e de ver você partindo.

Nas mais expressivas palavras vamos enxertando novos significados.

Porque nunca podemos falar tudo, nunca pudemos ser tudo o que queríamos.

O amor e o desprezo dançam com os rostos colados.

A vida e a morte se fundem em seu perfeito encaixe sobre a cama.

O vazio, é tão difícil lidar com o vazio.

E a todo momento nos preenchemos de coisas das quais não precisamos.

Algo me distrai, algo me traz novas falsas esperanças.

Mas a realidade possui tantas lacunas, que preciso fazer-me um pouco louco.

E é tamanha a falta de pele e tato, que busco alguma dor que me faça lembrar como é sentir. 

2 comentários:

Ritinha disse...

Lendo seu texto me veio em mente uma frase épica da minha mãe, sei lá quem é o verdadeiro autor, mas ele sempre nos dizia: "DE MÉDICO E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO"...As vezes ser louco não é tão ruim assim.
bjs
Ritinha

Bruno Mello Souza disse...

Com certeza, Ritinha.

Beijos.