quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Olhando para o teto

Eu olhava para o teto, e tentava compreender o que não se passava.

A dor atravessava a carne, eu mal podia me olhar.

Não, eu jamais poderia saber, e deveria ficar contente com isso.

Meu quarto, logo um velho cenário.

Eu procurava o que jamais poderia encontrar.

Correr ou caminhar, tudo dava na mesma.

Eu lhe vi em meu sonho, encontrei um alento.

Você estava linda, trouxe o alívio de uma brisa fresca em dia quente.

Mas passou, e o sol voltou a castigar minha pele.

Porque o pior da esperança é ter de esperar.

Me banhei de luz, fiquei cego e desorientado.

E com a sombra, retornei para dentro de mim mesmo.

Eu despertei, e voltei a olhar para o teto.

Escureceu, como sempre.

Mais uma vez, me despedi.

2 comentários:

Cristina Sousa disse...

Olá Bruno

"E com a sombra, retornei para dentro de mim mesmo."

Muito bom, gostei

Beijo pra um dia bom

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, Cristina!

Beijo.