sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Velha dívida

Daqueles tempos, restaram apenas as memórias.

E tudo era tão novo e bonito, ele se sentia amado.

Até o silêncio fazia bem, e a respiração era tão leve.

O anoitecer não chegava com jeito de castigo.

Mesmo no frio, sentia-se acolhido.

A solidão era uma companhia tão mais agradável.

Ninguém pode entender o que se passou.

Agora, a solidão chega cobrando uma velha dívida.

Agora, as noites quentes tornaram-se frias.

Agora, o silêncio pesa uma tonelada.

Agora, não há mais novidades para distrair.

2 comentários:

CÉU disse...

Era, é tempo pretérito. Nada a fazer. Agora, quase nada faz sentido, e as recordações, apenas elas, o fazem feliz.

Sabes, Bruno tu escreves realidades, mas poeticamente. Isso me agrada, sobremaneira e é sintoma de inteligência e sensibilidade.

Beijos e tudo de bom para ti, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelas palavras, Céu!

Beijos.