sábado, 5 de dezembro de 2015

O balão vermelho

Oitenta e poucos anos.

Ela está sentada.

Em sua mão, a cordinha com o balão vermelho.

É o que ainda a prende às suas melhores lembranças.

Porque a cabeça não ajuda mais.

E a solidão tornou os dias pastosos.

Porque tantos se foram, sem que ninguém mais venha.

Eis a senhora e o balão.

Um último resquício de vida. 

A única coisa que ainda possui cor neste quadro em preto e branco. 

7 comentários:

CÉU disse...

Um balão vermelho a prender e dar cor à vida desta senhora. Sendo um detalhe, já é tanto!
Que linda e triste realidade! Amo ler o que tu escreves.

Bom fim de semana.

Beijos, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, Céu! É sempre ótimo te receber por aqui.

Beijos e bom fim de semana pra ti também.

CÉU disse...

Eu, de novo, Bruno!

No teu mais recente comentário no meu blog, disseste: inspirada e inspiradora. Então, para quando um poema, um texto teu, com sensualidade e algum erotismo. Fico aguardando!

Beijos, garoto!

Bruno Mello Souza disse...

Hahahaha! Reinará o mistério. Quem sabe chega a inspiração para escrever algo dessa natureza?

Beijos.

CÉU disse...

"Hahahaha"! Olha que fico mesmo esperando por texto desse teor, pke inspiração não te falta, isso tenho certeza.

Bom domingo. Em Lisboa está nevoeiro e um frio que "corta" até a alma. Aí, solinho e mais solinho. Que inveja!

Beijos.

CÉU disse...

Olha que erro crasso no meu comentário, acima! "Hahahaha", como se fosse do verbo haver. E você não me disse nada, Bruno?
Que burra! O correto será: ahahahah!

Beijos e minhas desculpas.

Bruno Mello Souza disse...

Então temos um problema, Céu, porque quem começou com o "Hahaha" fui eu! E aqui no Brasil nossas risadas virtuais geralmente são assim, como se fosse no verbo haver, mesmo.

Beijos.