domingo, 20 de dezembro de 2015

Normalidade estranha

Você está tentando digerir aquilo que lhe obrigam a engolir.

A vida oferecida é pastosa e sem gosto algum.

E então você dá adeus à forma e à ordem.

Porque não existe nada de verdadeiro nisso.

A normalidade é tão estranha!

Em tudo que lhe programam a fazer não há nada de você.

A beleza de tudo está escondida em cada milagre.

E ter o privilégio de ser vida é um milagre.

Não há porque sentar-se sobre um baú de humilhações.

Há mais do que isso, muito mais do que uma cegueira passageira.

Porque com as mãos não há como segurar a fumaça que sobe pela chaminé.

E o martírio é pura bobagem quando se está apenas no meio de um caminho cheio de escolhas.

Então seja a forma que lhe satisfaz, e não pare.

Faça do fogo que arde a luz para seus passos, e ria.

Nos fins estão os recomeços no interminável fluxo do rio da vida.

2 comentários:

CÉU disse...

Lúcido e inteligentíssimo aconselhamento! Será que dá? Se cairmos, a gente, depois se levanta.
Gosto mto do que tu escreves!

E o Natal quase chegando. Passarei por cá, antes. Aliás, estou pensando postar no dia 23.

Beijos e boa semana, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelas palavras, Céu!

Beijos e boa semana pra ti também.