sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

No fim das contas

Desculpe-me a pressa, tenho de ir.

Estive mergulhado em águas que não me levavam a lugar nenhum.

Agora eu respiro, eu busco coisas que não conheço.

Acredite, isso é melhor do que essa previsibilidade.

Existe uma plateia apática, apenas observando seu esforço.

Tudo o que eu disse naquelas noites já foi pelo ralo.

Nos dias rasgados do calendário, fui apenas mais um.

As palavras foram promessas predestinadas ao vazio.

No fim das contas, é melhor nos apegarmos àquilo que realmente temos.

No fim de tudo, é melhor deixar-se levar pelo oceano, sem saber onde chegar.

2 comentários:

CÉU disse...

Nada na vida é certo, nem para sempre.

Bom fim de semana, Bruno!

Beijos.

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado, Céu!

Beijos.