sábado, 28 de novembro de 2015

O agora que nada me promete

Eu tinha uma flor para lhe dar.

Mas foi melhor ter partido.

Eu tinha um sorriso para lhe oferecer.

Mas está tudo certo como está.

Eu tinha um passeio para desfrutar.

Mas tolices passam e se evaporam.

Eu tinha um sonho para mergulhar.

Mas estar com os pés fincados em vigília é melhor.

Eu tinha um futuro que não me pertencia para lhe presentear.

Mas consigo minha paz neste agora que nada me promete.

Eu tinha um brinde a fazer.

Mas tenho de permanecer sóbrio até o fim da noite.

2 comentários:

Fernando disse...

Olá Bruno.
O tempo passa e continuo vindo aqui curtir seus poemas.
São sempre muito bons
Abração

Bruno Mello Souza disse...

Valeu, Fernando!

Abração!