segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Vagando por aí

Procurou sempre pela dor.

Às vezes, pensou esperar demais.

Teve a chance de se curar.

Foi então que não aproveitou.

Insistiu em fugir.

Insistiu em desistir.

E continua vagando por aí, fingindo que está tudo bem.

sábado, 28 de novembro de 2015

O agora que nada me promete

Eu tinha uma flor para lhe dar.

Mas foi melhor ter partido.

Eu tinha um sorriso para lhe oferecer.

Mas está tudo certo como está.

Eu tinha um passeio para desfrutar.

Mas tolices passam e se evaporam.

Eu tinha um sonho para mergulhar.

Mas estar com os pés fincados em vigília é melhor.

Eu tinha um futuro que não me pertencia para lhe presentear.

Mas consigo minha paz neste agora que nada me promete.

Eu tinha um brinde a fazer.

Mas tenho de permanecer sóbrio até o fim da noite.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Boas notícias

Todos adormecem, porque mais um dia já se foi.

Eu trouxe boas notícias, mas já não tenho boas notícias para dar.

Quando tudo silencia, eu fico desconfortável.

Não, eu não queria que fosse assim.

No meio da noite, nem sabemos quem somos.

É tarde demais para pedir um abraço de verdade.

Eu sei que vocês se importam.

Eu queria que sentissem orgulho.

Adormeço uma vez mais, eu queria ser bem melhor.

Me despeço uma vez mais, eu queria fazê-los felizes.

Está tudo bem, porque ao amanhecer vou fazer novas promessas.

Está tudo bem, porque não vou cumprir nenhuma delas.

Não sei quanto brilho seria suficiente.

Não sei quanto de mim seria suficiente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pisoteado

A velocidade foi aumentando, e aumentando.

Havia um poste para parar tudo de forma abrupta.

Não há como terminar o seu serviço.

Os acontecimentos eram tão promissores.

E lhe fizeram acelerar e acelerar.

Mas toda empolgação possui um freio.

Sempre há algo para terminar com tudo.

Porque alguém teria de se divertir enquanto via você cair.

Tão bonito ato, tão engraçado para a plateia.

Ainda sobraram resquícios, necessidades inacabadas.

Para todos parece tão simples.

E quando apontam o dedo para a sua cara, você sabe melhor do que ninguém.

Porque desconhecem que você se angustia mais do que qualquer um.

Eles esquecem que você sofre mais do que qualquer um.

E pisoteiam, pisoteiam até o fim.

Pisoteiam como se tudo isso fosse besteira.

Pisoteiam como se fosse fácil para você.

Eles pisoteiam, pisoteiam até o fim. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Nova primavera

Faltou pouco para as luzes se apagarem.

O cheiro que eu sentia era maravilhoso.

As flores surgiram, como em uma nova primavera.

Muitas foram as magias não vistas. 

Tantas foram as vontades não satisfeitas.

Mas todas as dores quase se tornaram um abraço.

A visão ficou turva.

Quando amanhece, tudo fica menos certo do que os sonhos mais confusos.

É assim que permanecemos.

É assim que nos despedimos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tudo, afinal, passa

As flores murcham.

Ilusões se despedem.

A alma dói.

E o tempo atropela.

Aí, você acorda.

Você levanta.

Você encara a realidade.

E agora é você que atropela o tempo. 

Porque tudo, afinal, passa.

domingo, 22 de novembro de 2015

10 grandes momentos da saga de Rocky Balboa

Os filmes que contam a saga do boxeador Rocky Balboa são clássicos absolutos da história do cinema. E, como em todo clássico, tem seus momentos emblemáticos, inesquecíveis, frases marcantes, lições de vida. É baseado nisso que apresento os 10 grandes momentos das películas estreladas por Sylvester Stallone. 

Momento 1: Os brutos também amam. O primeiro beijo de Balboa na até então desajeitada e extremamente tímida Adrian- que viria a ser a grande companheira de sua vida- é um momento doce, uma cena muito bonita, do encontro de dois personagens extremamente sofridos, cada um por seus motivos (assista aqui). 

Momento 2: O treinamento no primeiro filme, na preparação de Rocky para o confronto com o astro Apollo Creed, fala por si mesmo. Absolutamente icônico (assista aqui). 

Momento 3: A primeira luta de Balboa contra Apollo Creed. Para o campeão, eram favas contadas, uma luta fácil, de marketing, para oferecer 15 segundos de fama para um desconhecido amador. Mas Rocky endureceu, e o que parecia fácil tornou-se uma luta épica de resistência. Impossível não se arrepiar com a trilha ao final (assista aqui).

Momento 4: No segundo filme da série, a grande revanche de Balboa contra Creed. Dessa vez, deu Rocky, tirando forças do fundo da alma para se levantar e levar o cinturão (assista aqui).

Momento 5: A morte de seu velho treinador Mickey Goldmill, seguida pelo desespero de um Rocky chorando feito criança, configura uma das cenas mais comoventes da série e mesmo da história do cinema. A cena pertence ao terceiro filme de Balboa (assista aqui).

Momento 6: No quarto filme, ocorre uma das cenas mais chocantes e tristes dos filmes de Rocky: Apollo Creed, antigo rival que se tornara um grande amigo de Balboa morre no ringue, diante de uma máquina soviética, anabolizada e demolidora, Ivan Drago (assista aqui).

Momento 7: Como forma de vingar a morte do amigo Creed, Rocky enfrenta Drago na União Soviética, em ambiente hostil e em plena Guerra Fria. Mas o cenário acaba se invertendo no final (assista aqui e aqui).

Momento 8: No quinto filme, Rocky, aposentado e falido, relembra as lições de vida de seu falecido treinador Mickey Goldmill (assista aqui).

Momento 9: Rocky treinou e preparou um discípulo, Tommy Gunn, que acaba lhe traindo ao cair nos braços de um empresário oportunista. O jovem, mesmo campeão, não conquistara respeito após isso. E então, para legitimar-se, resolveu desafiar seu mentor. Só não esperava que a luta ocorreria na rua, mesmo... (assista aqui).

Momento 10: No sexto e último filme da série, a grande lição de Rocky ao seu filho: a vida não se trata do quão forte você bate, mas sim do quanto aguenta apanhar e ficar de pé. Falas e e cena simplesmente espetaculares (assista aqui).

sábado, 21 de novembro de 2015

Escadas

Vai subindo as escadas, degrau a degrau.

Só enxerga nuvens lá em cima.

Não tem ideia do quanto falta.

Mas vai seguindo.

O cansaço lhe consome as pernas.

Continua sua subida.

Às vezes, pensa que não chegará a lugar algum.

Talvez o céu seja só uma ilusão.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Apegos pela estrada

O tempo passa, a vida esmaga.

O vento leva mais um dia, e o peso aumenta.

A caminhada é espera, despedida daquilo que não fomos.

Seguimos, deixamos nossos apegos pela estrada.

Choramos, mas sim, seguimos.

Em nossos peitos, corações triturados que insistem em pulsar.

Cicatrizes ou manchas, já nem sabemos mais.

Existe dor, mas persistem os anseios.

Rostos vão se tornando vapor, vão se esvaindo.

Mas há sempre uma esquina, uma rua logo à frente.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Intimidade

- Olá, meu amor!
- Oi, meu bem!
- Minha princesa!
- Meu lindo!
- Minha vida!
- Meu querido!
- Minha deusa!
- Meu tudo!
- Minha delicinha!
- Meu docinho!
- Cute, cute, cute!
- Aiiin!
- Pocotó, pocotó, minha eguinha pocotó!
- Brrr, brrr!
- Bom, qual vai ser o pedido?
- Hum... Vou querer filé com aspargos e uma Coca-Cola.
- Gelo e limão?
- Só gelo.
- Tá bem. Qual o seu nome mesmo, pra eu anotar direitinho na comanda?
- Karen.
- Ok. O meu é Roger. Qualquer coisa que precise, é só chamar.
- Tá certo. Obrigada.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mão gelada

Estávamos sentados, quando você colou seu rosto no meu.

Disse que me amava, segurou minha mão gelada.

Espantada, a soltou rapidamente.

E ficou me observando de longe, enquanto eu tentava adivinhar seus pensamentos.

Em meio à hostilidade do lugar, me alertou.

Mas não havia como me salvar.

Então você me pediu mil desculpas.

Fui aquecido, mas logo em seguida fui castigado pelo frio mais intenso.

E eu fui embora, sozinho, como sempre.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

No travesseiro

No travesseiro, guarda seus anseios.

No travesseiro, guarda suas angústias.

No travesseiro, guarda suas lembranças.

No travesseiro, guarda seu dia.

No travesseiro, guarda seus sonhos.

No travesseiro, guarda sua vida.

E adormece.

domingo, 15 de novembro de 2015

Libertar

Eles querem nos libertar.

E por isso querem mandar no que vemos.

Eles querem nos libertar.

E por isso querem mandar no que fazemos.

Eles querem nos libertar.

E por isso querem mandar por onde andamos.

Eles querem nos libertar.

E por isso querem mandar no que dizemos.

Eles querem nos libertar.

E por isso querem mandar no que sentimos.

Eles querem nos libertar.

E por isso querem mandar no que pensamos.

sábado, 14 de novembro de 2015

Grandezas evaporadas

Os dias correm sem que se possa agarrá-los com as mãos.

Há um silêncio ecoando em tudo que não se pode acompanhar.

Gente abjeta liquida esperanças, gente abjeta justifica tudo isso.

As grandezas se evaporam, diluídas pela dor.

Flexibilidades inventadas estão destruindo a alegria que restou.

E fazer de conta que há algo além do óbvio para se martirizar, é puro cinismo.

Assim são as vaidades que surgem como se fossem luzes a guiar.  

Mas alguns permanecem exalando um odor insuportável.

Não há nobreza nessas palavras, apenas desprezo.

Está tão escuro, uma onda suja tenta nos levar para as profundezas.

Mas resistimos, cravando nossos pés.

Não sabemos do amanhã, mas estamos olhando tudo da janela.

São muitas as mentiras de que havia um destino a se cumprir.

Não culpe a beleza do céu pela estupidez que tenta nos amordaçar.

As intenções estão apodrecidas, não há engano.

Não existe lição alguma, mesmo que alguém queira interpretar este velho papel.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Hemorragia intensa

Mais sangue no chão, exalando o absurdo dessas intenções.

Os rostos em pânico tomam uma palidez desalentadora.

Não há esperança alguma nestes atos.

E o ódio se espalha como uma doença incontrolável.

Qual será a cura?

Haverá cura?

Mais sangue e mais sangue, o mundo em hemorragia intensa.

Não existem justificativas plausíveis, o sofrimento não é um preço justo a pagar.

Então até quando você buscará desculpas para fingir que isso faz sentido?

Até quando você arrotará palavras que nada dizem sobre os corpos caídos?

Tudo é estupidez, tudo é desfaçatez.

Não tenho aplausos, apenas lágrimas.

E isso me faz humano.

Mais sangue e mais sangue, a dor em cada esquina.

E essa doença ainda irá matar você também.

Porque a fumaça intoxica a todos.

E essa doença ainda irá matar cada um de nós.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Recusa recorrente

Ligue seu alerta para a notícia que virá.

Fica muito mais fácil se você mantiver seu silêncio.

Deixe-se banhar pelas palavras, deixe tocar uma canção em sua mente.

De fora, as coisas sempre são muito mais simples.

Mas você sabe o que guarda dentro de si melhor do que ninguém.

E se corresse, e se dissesse coisas sem sentido, talvez ninguém se incomodasse.

O mundo é feito para as pessoas que aceitam seu lugar, e jogam o jogo que há para jogar.

Sua recusa recorrente é sua salvação, e as aparências se quebram bem na sua frente.

Sempre há soluções prontas, mas você segue a corroer as estruturas apodrecidas de sua existência.

Deixe a vida voar, e com ela as falsas incompreensões.

Sempre há um lugar cômodo e seguro para vomitar coerências enganosas.

Não há nada para ser entendido, o final é sempre o mesmo.

Então faça do seu jeito, deixe-se levar.

Salve a si mesmo, pois o final é sempre escuro e silencioso.

E isso vale para os certos e os errados.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Asas de papel

A liberdade está em cada passo que você dá para frente.

Cavalos correm enquanto o dinheiro é contado.

As janelas se abrem, as pessoas despertam.

Tudo que você dá é tomado por terceiros.

Mas o jogo muda, e com ele as regras.

O sorriso na foto derrete as entranhas.

Estamos queimando as lembranças de dias que não existiram.

Estamos imperando sobre nossas próprias vidas agora.

É tão doce o gosto da irresponsabilidade.

É tão bom caminhar, cantarolar e rir das caras dos transeuntes.  

Corra mais e mais, ainda será lento demais.

Os perdedores fazem uma sociedade, e caem uma vez mais.

Rostos cheios de lama, simbolizando nada além da tolice de quem prefere as caretas.

Corações são bolas jogadas para lá e para cá neste novo entretenimento.

A dança imperfeita termina com um salto no salão.

Mas ninguém aplaude, estamos no vazio.

Eles dão mais um vexame, eles não sentem vergonha alguma.

E fingem voar com suas asas de papel.

Podem ser livres em seus melhores sonhos.

E fingem ganhar nas linhas riscadas no chão.

Podem ser felizes em seus mais loucos devaneios.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Verbos sagrados, rabiscos no papel amarelado

Cada onda é igualmente salgada.

Cada onda tem sua própria pancada.

Sentimentos são palavras na areia, apagados com a maré que tudo leva.

Fazer planos sobre o nada é o alento de muitas pessoas.

Mas elas não possuem palavras suficientes.

Não há como traduzir as cartas e seus verdadeiros sentidos.

Mas isso nunca teve real importância.

Reproduzir o dia que se passou é uma imensa tolice.

Os gestos e anseios tornaram-se fumaça que se esvai pela chaminé.

Todas as lembranças foram feitas para serem esquecidas.

E as pessoas fingem que ainda pertencem ao presente, fingem que ainda existem.

O apego às inexistências é apenas um modo de mascarar o que mudou.

Pílulas mantêm a respiração, mas vegetar não é uma boa saída.

Verbos sagrados são apenas rabiscos de tinta no papel amarelado.

Tantos podem lê-los, tantos podem escrevê-los.

Eles são tão banais quando a noite chega!

Tudo tornou-se vazio, a caminhada é sempre solitária.

Não há nada de tão ruim nisso quando se entende o significado.

Não há vida na esperança, porque viver jamais foi esperar.

domingo, 8 de novembro de 2015

Rotina

Acordou no horário em que não queria acordar.

Bebeu o café de uma marca que não gostava de beber.

Barbeou-se, ele não gostava de se barbear.

Tomou o banho numa temperatura em que não gostava de tomar.

Foi ao trabalho que não gostava de trabalhar.

Falou com pessoas com as quais não gostava de falar.

Almoçou um prato que não gostava de comer.

Passou o resto da tarde de um jeito que não gostava de passar.

Voltou para casa no ônibus que não gostava de pegar.

Jantou alguns restos frios que não gostava de jantar.

Viu na televisão um programa que não gostava de ver.

Dormiu ao lado de quem já não gostava mais de dormir.

Vive todos os dias uma vida que não gosta de viver.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O homem que nunca foi amado

Ele segue parado, esperando por nada.

É a história do homem que nunca foi amado.

Movimentos mecânicos, coisas que precisam ser guardadas.

Este é o homem que nunca foi amado.

Palavras duras interrompem o silêncio corriqueiro.

Mas este é o homem que nunca foi amado.

E os dias são iguais e monótonos.

É a história do homem que nunca foi amado.

É a história do homem que nunca existiu.

Nada tem gosto, tudo é seco.

Mas este é o homem que nunca foi amado.

Este é o homem que nunca existiu.    

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Filme rápido

Tudo está sendo levado daqui.

Ainda resto como minha propriedade.

Até quando, não sei.

Tudo se compra, tudo se rouba.

O céu aberto anuncia as possibilidades.

Nem todas as texturas podem ser sentidas.

Tudo passa como um filme rápido, mas enorme.

Olhar para os lados às vezes só serve como distração.

Sentimentos sentidos, calma e repouso numa cadeira de balanço.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Por isso rimos

Passos de dança, seu acerto, meu erro.

Estamos nós, um pouco loucos, esperando a primavera chegar.

Frutas mordidas distraem, saciam a fome.

No vento, tantas mensagens são ditas num sopro.

Tudo que nos pertence voa, porque jamais foi nosso.

Mas nem todos aprenderam a contemplar o próprio sofrimento.

E as coisas bonitas de quando sangramos podem parecer apenas sujeira no chão.

Todas as cores são cinzas, sentimentos que algum dia acendemos em nossas bocas.

Vícios de gente tola, amores que se foram mas sempre serão, ainda que jamais tenham sido.

Nos atos corriqueiros vemos que somos, e nos olhamos.

Brincamos com as pétalas das flores, criamos sonhos e amassamos papeis em branco.

Somos crianças, deixamos a responsabilidade num baldinho cheio de areia.

Mas não há mais aquele jeito de viver.

E nos deixamos evaporar com os dias, dentro de uma realidade com gosto de fumaça.

O sabor do morango com chocolate virou besteira para as pessoas sérias.

E por isso rimos, e rimos.

Por isso apenas rimos, porque não temos mais nada a ganhar.

E por isso rimos, e rimos.

Por isso apenas rimos, sem qualquer necessidade de rimas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Encanto despercebido

Ela deixa mais um dia passar atravessando seus dedos.

O tempo não pode ser controlado, as horas são insuficientes.

Ela sente muitas coisas, mas o que ela sente não é bem entendido.

Talvez já tenha desistido, entregue à surdez e cegueira alheia.

Ela não é igual, ela é um encanto difícil de perceber.

Um abraço e um beijo podem fazê-la aflorar.

Ela se asfixia para perder sua consciência.

É a única forma de não perder tudo.

Ela se deixa ser esquecida.

Em sua aceitação, tenta se tornar ausência de dor.