sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Que diferença faz?

Que diferença faz se chove ou tem sol?

Estamos morrendo da mesma maneira.

Estamos passando uma fome que nunca é saciada.

Então que diferença faz se andamos devagar ou rápido demais?

Nada mais é novo, os sentimentos se repetem.

Nada mais nos toca, nada mais nos choca.

Que diferença faz se voamos para longe ou deitamos em nossas camas?

Estamos em permanente despedida, tentando segurar cada segundo com as mãos.

Estamos fazendo nossos próprios danos, deixando tudo passar.

Então que diferença faz se mastigamos ou engolimos essa comida?

Os mares secaram, a pele arde sem qualquer alívio.

Sobraram farelos, uma mesa com ecos de nossos risos. 

4 comentários:

CÉU disse...

E todos os dias se morre um pouco.

Bom final de semana.

Beijos, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Sem dúvida.

Beijos e bom fim de semana.

Franciéle Romero Machado disse...

Esse poema é muito inspirador e lindo...Por isso parabéns!
A maneira como as coisas são ditas nos leva para refletir de várias formas e concluir coisas que ao passar do tempo não vemos, passam desapercebidas. Falar da sutileza de cada dia, cada sentimento é um dom.

A cada dia esperamos algo e ao mesmo tempo parece que não haverá nada de novo, parecem ser outros tempo ou a maturidade que nos levar a ver as coisas de outras formas.

Abraços e tenha um bom sábado!

[O convido pra visitar meu blog, postei uma canção própria lá]

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pelas palavras, Fran!

Vou visitar o teu blog com prazer.

Um grande abraço e ótimo sábado pra ti também.