sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pensando e sentindo

Desde que os mundos se cruzaram eu nunca mais fui o mesmo.

Vou pensando e sentindo, andando para não chegar.

Fui me fracionando à força, eu tinha que agir assim.

Seu tempo é precioso demais para mim.

Eu imagino catástrofes, sinto todas as dores do mundo.

O que eu não vejo me atormenta enquanto busco algum alívio.

Sobrevivi para lhe observar sorrindo.

Às vezes não encontro sentido para nada disso.

E todas as coisas importantes não me importam mais.

Mas sou uma peça fora desse jogo.

As palavras são as mesmas para qualquer pessoa.

Me disseram que elas mudam.

As palavras são as mesmas em diferentes contextos.

Mas eu nunca sei o que significam.

Então mostre-me se sou mais, mostre-me quem realmente eu sou.

Porque perdi a capacidade de racionalizar esses acontecimentos.

E sei que farei papel de tolo se apagar as luzes que enganam e mostrar o que tenho. 

A aflição me contamina, me torna autodestrutivo.

E se os fantasmas realmente existirem?

E se os monstros forem ferozes e famintos?

Eu corro, eu caio.

Eu morro, eu me desmancho.

2 comentários:

CÉU disse...

Uma inteligente introspeção, análise e cogitação.

Beijos.

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pela visita, Céu!

Beijos.