quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Navegante

O barco vai balançando, levado pelas ondas.

O mar é vista linda, mas nunca vejo terra firme.

Não sei onde estou, não tenho bússola.

Eu nem sei se algum dia chegarei a algum lugar.

O vento toca meu rosto, um híbrido de alegria, angústia e tristeza.

Talvez um meteoro caia por aqui.

Em minha cabeça, eles caem o tempo todo.

Desconheço meu fim, não reencontro um começo.

Para que lado eu devo ir, não sei mais.

As coisas que parecem insignificantes têm tanto significado enquanto procuro meu caminho nessa vastidão.

Preciso deitar e dormir um pouco.

Mas estou tão cansado de sonhar.

As ondas me abraçam e refrescam.

Mas não, eu não sei onde estou.

Eu navego entra a euforia e a depressão.

No céu, as estrelas brilham, me fazem sentir um ponto perdido.

Tudo é tão bonito, tudo é tão irreal.

E quanto mais eu navego, mais eu me perco.

Porque eu definitivamente não sei onde estou.  

2 comentários:

CÉU disse...

Seu estrondoso poema, até me fez navegar nessa terra, que já não sei se gira à volta de seu próprio eixo. Vamos sonhar e pensar que está tudo no "País das Maravilhas".

Beijos, querido!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, Céu!

Beijos.