quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Não mais cores

Verdades impertinentes são ditas a toda hora.

Sonhe enquanto dorme, não sonhe demais.

No espaço entre as palavras, existe a margem para mais um ataque.

Aproveite, e faça do seu chão a sua glória.

Pegue os velhos papeis, reforce sua visão.

Não me importo, aprendi a pensar da forma errada.

Existe um orgulho oculto em cada confronto.

Sou culpado por não ter culpa.

Mas isso já não é mais necessário.

A diferença reside na indiferença.

E suas acusações não são nada mais do que seu reflexo no espelho.

Algum louco inventou a razão.

Você persiste nesse manual, estou rindo de forma contida.

Talvez eu me ajoelhe para saber um pouco mais.

Talvez eu me ajoelhe para desistir de tudo.

As suas necessidades se esgotaram, converse com seu eco.

Suas colocações se evaporaram, converse com seu ego.

Nada mais fez falta, apenas entenda.

Nada mais fará falta, apenas aceite.

Estou contente por me esvaziar.

Estou contente por não mais precisar.

Estou contente por ver seu rosto.

Estou contente por saber digerir.

Estou contente por sua satisfação.

Estou contente porque você voou.

Estou contente porque você sumiu entre meus mais loucos pensamentos.

Estou contente porque você finalmente se incorporou à paisagem cinzenta da janela.

Não mais cores, não mais mentiras.

Não mais cores, não mais ilusões. 

2 comentários:

CÉU disse...

Um chamamento à razão com uma cera loucura.

O fim de semana já espreita. Se divirta, como você entender.

Beijos, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pela visita, Céu!

Beijos.