sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Plenitude

Após o longo sono, eu desperto.

Encho o peito, estou mais forte do que nunca.

Tudo flui, o fardo pesado tornou-se pluma.

E a vontade, essa vontade de seguir, me faz dar um passo após o outro, decididamente.

A luz me beija, me faz olhar para o milagre.

O sorriso se abre sem esforço, e as flores se abrem nas ruas.

As crianças correm, os velhinhos andam com suas bengalas.

Nada dói, estou entregue ao canto dos pássaros, ao algodão doce que colore, ao verde da grama que me abraça. 

O azul do céu, tão puro, me eleva.

A chama da vida aquece meu interior,

E todas as coisas ruins do caminho se evaporam, se desmancham.

Não há necessidades nessa plenitude.

Ficou a certeza inabalável de que tudo dará certo.

2 comentários:

CÉU disse...

Que boa deve ser essa sensação de plenitude, Bruno.
Amei te ler e me passei para teu lado, magicamente.

Bom final de semana.

Beijos, carinhosamente.

PS: A partir da próxima semana, estarei uns 10/12 dias ausente de Lisboa e da net.
Depois, te contacto.

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pela visita, Céu!

Beijos e bom fim de semana.