terça-feira, 11 de agosto de 2015

O homem que não se machuca

O homem que não se machuca se jogou do alto do edifício.

Ele não sangra mais, nem sente dor.

O homem que não se machuca vaga pelas ruas à noite.

Apenas mais uma vez ele volta sozinho.

O homem que não se machuca corta a pele, não tem nada a perder.

Já não consegue fazer isso sem manifestar um ar blasé.

Talvez ele seja humano demais.

Talvez ele seja um grande aprendiz.

Talvez ele seja o ardor que, de tão forte, nem se sente mais.

E nem sente mais.

4 comentários:

CÉU disse...

São tantas as dores da própria existência, que o tal homem, k pode ser qualquer um de nós, já não sente mais nada.

Bruno, a Europa está de férias, e Portugal, nela inserida, também está, embora eu continue trabalhando, sem horário fixo. No mês de Agosto, meu país para. Que coisa! Por um lado, até k é mto bom, pke eu me passeio, tranquilamente, em Lisboa, onde há pouco trânsito e poucas pessoas. As ruas, os lugares são todos meus (risos).

Beijos e continuação de boa semana.

Bruno Mello Souza disse...

Pois aproveite tua Lisboa e tuas ruas nesses dias, Céu!

Beijos, e obrigado pelo comentário. É sempre ótimo recebê-la por aqui.

Alice Twins disse...

Somos muito forte, mas uma hora cansa..
Muito bom o poema, Bruno.

Um abraço,

http://alicetwins.blogspot.com.br/

Bruno Mello Souza disse...

Com certeza, Alice.

Muito bom te receber por aqui.

Abraço.
www.dilemascotidianos.blogspot.com