sábado, 22 de agosto de 2015

O absurdo caso de Caxias do Sul

O caso da tentativa de homicídio de Jô e Maílson, do Juventude, é dessas coisas de fazer parar e repensar toda a humanidade (leia aqui).

O que faz um idiota pensar que tem o direito de atentar contra a vida de uma pessoa porque ela supostamente fez "atos provocativos" durante uma partida de futebol?

E mais: que vida medíocre tem um sujeito desses para conferir importância tão desproporcional quanto uma provocação para uma bobagem como o futebol (sim, amo o futebol, mas como lazer, não como sentido final para minha vida)?

Agora, os dois atletas estão determinados a deixar o Juventude, por medo da situação.

Justo, justíssimo. Eu faria o mesmo.

Mas ao mesmo tempo, bate a triste melancolia, a constatação amarga de que os imbecis, os selvagens, os desprovidos de massa encefálica, venceram mais uma partida no jogo da vida.

É a banalização final do crime, da vida humana, do respeito ao espaço do próximo.

A sociedade é refém. As pessoas que nada devem, que sabem conviver em civilização, têm de viver amedrontadas em suas casas, numa espécie de regime de "prisão domiciliar". 

Os marginais? Bem, estes estão livres, leves e soltos para tocar o terror.

Parece que a velha máxima "O crime não compensa" está cada vez mais anacrônica, démodé.

2 comentários:

CÉU disse...

Você é tão lúcido e tão sensato!
Beijos, Bruno!

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado, Céu!

Beijos.