domingo, 9 de agosto de 2015

Esquecimentos

Todas as horas e dias são iguais nessa espera interminável.

Fui esquecido por aqui, e me esqueço de tudo que faço.

Talvez eu seja o culpado, talvez eu não tenha mais serventia.

Hoje sou incômodo e incompreensão.

Não sei como, mas ainda amo, ainda choro quando anoitece sem que ninguém me busque.

A comida não tem gosto, sou mais um estranho.

Tantos aqui são iguais, vidas em suas contagens regressivas.

Não há afago ou calor para nossas mãos tão frias.

Nenhuma carta é destinada a mim.

No toc toc da porta, meus olhos brilham e logo se apagam.

É apenas a hora do remédio que não me lembrei de tomar.

2 comentários:

Mirtes Stolze. disse...

Boa tarde Bruno.
Que linda poesia, porem tão triste, todos nós temos serventia, para Deus somos únicos, as vezes na vida temos momentos assim,mas ao olhamos para frente, existe inúmeras alegrias nós esperando. Uma feliz semana meu amigo. Um forte abraço.

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado pela visita, Mirtes.

Uma feliz semana pra ti também.

Abração.