domingo, 12 de julho de 2015

Sonhos, estrelas e luzes acesas

Mais uma noite chega, e em minha cama não tenho refúgio.

Entre os papeis sobre a escrivaninha, busco a resposta para o sentido da vida.

Só encontro números e anotações avulsas.

Avulso estou eu, pendurado no planeta, prisioneiro da gravidade.

E em noites como essa, isso parece extremamente grave.

Não compreendo as anotações, não entendo a mim mesmo.

Eu quero sonhar, eu gosto de sonhar.

Mas, honestamente, não sei qual sonho devo sonhar.

Me ajude, me ajude, desesperadamente lhe peço, me ajude a achar o caminho.

Estou cansado de estar cansado, e vejo esperanças partindo, cansadas de tanto esperar.

O céu é beleza e silêncio.

Calmas estrelas brilham sem se importar se alguém está olhando.

E em alguma hora elas explodem sem avisar.

Talvez o ontem seja um mentiroso e o amanhã, um debochado.

Mas o hoje está tão quieto enquanto faço sala e bebo um café com ele!

Tudo escureceu, mas estou me recusando a anoitecer.

Então me diga, eu devo sonhar?

Apenas me diga, eu mereço sonhar?

Quantos e quantos milhões, assim como eu, estão à procura de resposta nesse exato momento, em suas escrivaninhas?

Quantos e quantos bilhões de necessidades, anseios, ganas, números e anotações avulsas podemos reunir?

Que brilho temos nós, estrelas calmas, janelas de apartamentos com luzes acesas iluminando a penumbra de ruas frias e sem respostas, sem nos importarmos se alguém está nos olhando?

E quando nós explodiremos sem avisar?

E quando será que apagaremos sem deixar sequer um "boa noite"?

Nenhum comentário: