domingo, 5 de julho de 2015

Sem aqui, sem agora

Pensamentos inundam meu cérebro.

E assim não vejo nem ouço nada.

Estou em todos os lugares, menos aqui.

Estou em todos os tempos, menos agora.

Os dias e anos que passaram, remorso.

O que será de mim nos dias que virão?

E depois destes dias, o que será de mim?

Tudo o que tenho é leve demais.

Balões coloridos podem voar para longe, bem longe.

Sobra o peso daquilo que sou e sinto.

Fantasmas saem das paredes, o passado atordoa.

Sou enforcado por monstros que eu mesmo criei, e o futuro golpeia a mente.

A vida vai se atrelando a inexistências.

Mas a dor que estou sentindo é tão real!

E quando eu for pó, ainda serei angústia, para sempre esperando pela vassoura que me levará para mais longe.

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