quarta-feira, 24 de junho de 2015

Um mar tão calmo

Um mar tão calmo, ondas batendo em meus pés.

Uma estrela no céu a guiar uma nova vida.

Um mar tão calmo, ondas batendo em minhas canelas.

Dias de salvação, certeza de um abraço.

Um mar tão calmo, ondas batendo em meus joelhos.

Um brilho num riso, a leveza do ser.

Um mar tão calmo, ondas batendo em minha cintura.

As portas se abrem, definitivamente.

Um mar tão calmo, ondas batendo em minha barriga.

Palavras penetram profundamente em minha alma.

Um mar tão calmo, ondas batendo em meu peito.

E neste peito, batidas desencontradas em equívoco.

Um mar tão calmo, ondas batendo em meu queixo.

Meus olhos desistem de procurar qualquer horizonte.

Um mar tão calmo, a água invade boca, narinas, pulmões.

E me afogo, não dá pé, estou entregue.

Deito-me nas ondas, deixo-me levar.

Faço amor com a lua, acaricio as estrelas.

Salgada doçura, sou um ponto flutuando no oceano.

Sagrada ternura, agora pertenço ao universo.  

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