segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sentir e ser

Não quero mais fazer perguntas.

Não preciso mais de respostas.

Quero apenas apreciar a perfeição deste milagre que me faz estar aqui, vivo.

Quero apenas olhar com encantamento para a grandeza das coisas mais simples.

Nada que eu não possa verdadeiramente sentir tem sentido algum.

Todos os rótulos externos, tudo o que está em papeis e registros carimbados, é tudo o que eu não sou.

Não vou comprar a limitação daqueles que precisam dar um nome para tudo.

Não vou comprar o entendimento daqueles que nada entendem.

Porque sou mais do que essa estupidez de pareceres, de teres.

Sou mais do que estas etiquetas prostituídas para ter um inútil selo de aprovação de quem nada significa para mim.

Sou muito mais do que este mundo diz que eu sou, que eu posso ser, que eu devo ser.

E tanto faz quem vá gostar ou desgostar.

Talvez eu seja um tolo perdido.

Talvez eu seja um sábio que se encontrou.

Talvez eu seja um pequeno elo, talvez eu seja o fim para tudo.

Seja o que for, estou certo de que sou bem mais do que a mediocridade dos medíocres permite compreender.

E o sentido da minha vida está bem aqui, dentro de mim, não fora.

Mas neste exato momento, não quero pensar.

Neste exato momento, quero apenas sentir.

E ser.

Sem substantivos. Sem adjetivos. Sem LIMITAÇÕES.

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